Diário de um Ciclista Urbano
Um pouco da vida diária de quem pedala em uma cidade grande.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Ciclovias e Ciclofaixas de São Paulo - Parte 2
Continuando a série de vídeos sobre as ciclovias e ciclofaixas de São Paulo.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Ciclovias e Ciclofaixas de São Paulo - Parte 1
"Ciclovias e ciclofaixas" é uma série de vídeos que mostra as ciclovias e ciclofaixas da cidade de São Paulo, o que se pode melhor para os ciclistas e para a cidade se tornar mais funcional, sabendo que a mentalidade ter mais carros, porém assim vai entrar em colapso.
sábado, 11 de maio de 2013
Pedalando para Itu
Mais
um dia em que eu pedalaria para Itu. Sai da aula de sábado, e tive que
esperar um pouco, pois o trem é liberado à partir das catorze horas e
trinta minutos. Fui então até o SESC Pompéia, onde deixei a bike, com o Severino fui comer algo, eu precisaria de calorias para queimar
na viagem, além de levar gel de carboidrato, bolacha, isotônico e
água.
Eu
enrolei até demais, pois queria estar na estação Água Branca
catorze horas e trinta minutos em ponto e não foi isto que
aconteceu, eu sai do SESC neste horário, um atraso de quinze
minutos.
-Espera que vou me informar sobre o horário de liberar as bicicletas.
-Está liberado – disse eu atrasado, sem querer perder tempo. Assim ele abriu a grade e pude deixar a magreala encostada para depois passar o bilhete.
O
próximo chegou bem mais vazio e com destino direto para Jundiaí, os
trens geralmente param na Estação Francisco Morato.Fique contente
por ter pegar outro trem e ir direto. Nas estações segintes fiquei
espremido com a bike, mas nas duas próximas estações as pessoas
foram descendo e o aperto foi diminuindo até aparecer uma folga e sobrar
espaço nos bancos para sentar, então sentei.
Saindo
da estação fui firme no pedal, geralmente eu faço uma parada para
hidratar e comer alguma coisa, além de descansar um pouco, começando
a terceira e última etapa desta travessia.
pedalava, nunca tive uma experiência de pedalar na estrada escura. Estava perto de Itu quando escureceu, a dificuldade de pedalar se fazia presente, então eu diminui a velocidade, no céu uma lua quase nova, ou seja, não tinha luminosidade para me guiar, me guiava pela pequena luz que tem em minha bike, também pelas luzes dos carros que vinham atrás e pela intuição para não cair em algum buraco, eu estava pem pertinho do acostamento com a mata. Um agravante – os carros que estavam na outra pista. lançavam a luz de seus faróis altos que me ofuscava a visão. Notei que a cidade que eu avistara de longe no crepúsculo não chegava, algo estava errado.
Em
momento algum deixei de pedalar, foi então que eu vi finalmente uma placa
indicando retorno para Itu e para a cidade de Salto, sabia que estava
perto.
Na
estação pedi para o funcionário abrir a grade para eu passar a
bike e ele desinformado me disse:
-Espera que vou me informar sobre o horário de liberar as bicicletas.
-Está liberado – disse eu atrasado, sem querer perder tempo. Assim ele abriu a grade e pude deixar a magreala encostada para depois passar o bilhete.
Fiquei
esperando o trem que estava demorando, queria embarcar e chegar o
mais cedo possível à Jundiaí. O primeiro chegou lotado, tive que esperar
mais um pouco.
Depois
da estação Francisco Morato o vagão que eu estava ficou
completamente vazio, com exceção de mais duas pessoas que estavam comigo.
Cheguei
em Jundiaí e assim terminou a primeira etapa, descansado para
prosseguir viagem para Itu, agora eu e a magrela na estrada, duas
horas depois estaria na cidade, junto com a família para passar o
dias das mães.
Parei
no caminho para repor as energias, fiquei bem pouco tempo, pois
estava entardecendo e logo estaria noite, tudo que eu queria naquele
dia é não pedalar de noite.
Não
consegui chegar antes da noite vir e deixar escuro a via em que eu
pedalava, nunca tive uma experiência de pedalar na estrada escura. Estava perto de Itu quando escureceu, a dificuldade de pedalar se fazia presente, então eu diminui a velocidade, no céu uma lua quase nova, ou seja, não tinha luminosidade para me guiar, me guiava pela pequena luz que tem em minha bike, também pelas luzes dos carros que vinham atrás e pela intuição para não cair em algum buraco, eu estava pem pertinho do acostamento com a mata. Um agravante – os carros que estavam na outra pista. lançavam a luz de seus faróis altos que me ofuscava a visão. Notei que a cidade que eu avistara de longe no crepúsculo não chegava, algo estava errado.
Por
não ter o ciclocomputador, que me furtaram, estava sem referência,
sabia que estava fora da minha rota, e não poderia me guiar pelas
placas que estava espalhada pela estrada, eu não enxergava nada, foi
então que um carro passou e iluminou uma placa indicando Campinas.
Tive
a certeza que estava fora do meu destino, mantive a tranquilidade,
um atenuante - escutava um mantra para relaxar e não entrar em desespero.
Então avistei uma cidade, era Itu, fiquei assim mais calmo.
Encontrei
ao longe, um pouco mais iluminda a ciclovia que liga a cidade de Itu
até Salto. Estava em casa.
Como
conhecia o caminho, a tranquilidade me tomou conta, estava cansado,
pois fizera um desvio entorno de dez quilomêtros, nada absurdo. Chamo a atenção para o trajeto
em que me sentia perdido, por muitos anos de prática de Yoga, ela me ajudou para ficar mais leve
e determinado, por se tratar de concentração e deixar o medo de
lado.
Com
tanta aventura cheguei à casa de minha irmã, cansado, com sede e
fome, me dissera que tinha uma pizza me esperando, além do calor dos entes querido
que se surprenderam quando cheguei, ficaram contente e admirados
quando disse que tinha vindo pedalando.
Tudo
bem quando termina bem.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Pequena volta na Vila Romana
Gosto de pedalar à noite pelas bandas da Vila Romana!
Gosto de pedalar pelas ruas tranquilas, tais como a Rua Coreolano, Rua Fábia, e adjacentes, enquanto as pessoas estão descansando em suas casas, as ruas ficam livres para circular tranquilamente. O frio também está presente nestas noites, mas é muito bom peladar em uma temperatura mais baixa, o desgaste é menor.
Gosto de pedalar pelas ruas tranquilas, tais como a Rua Coreolano, Rua Fábia, e adjacentes, enquanto as pessoas estão descansando em suas casas, as ruas ficam livres para circular tranquilamente. O frio também está presente nestas noites, mas é muito bom peladar em uma temperatura mais baixa, o desgaste é menor.
terça-feira, 16 de abril de 2013
São Judas até o Bom Retiro
Gosto
de cruzar a cidade de São Paulo, fazer caminhos alternativos e
quando posso, me livro do transito carregado, evitando o horário de
pico. Aproveito para conhecer pelo caminho suas particularidades,
vejo a cidade em um eterno transformar, acabo sendo uma testemunho
destas mudanças, tanto no plano emocional das pessoas que vão se
adequando em relação as bicicletas tanto no plano físico, com mais
ciclovias, ciclofaixas e placas sinalizando as ciclos rotas.
Não
que este caminho que eu fiz, da região da São Judas até o Bom
Retiro seja diferente, estou acostumado em ir tanto para um bairro
quanto para o outro, a diferença é que eu não tinha feito os dois
percursos simultaneamente.
Gosto
destes desafios, novos caminhos e consequentemente aumentar o
precurso, melhorando o meu condicionamento físico, me preparando
para percursos mais extensos com menos cansaço.
Na
região da São Judas, eu desço a Avenida Indianópolis que emenda
na República do Líbano, ao lado do Parque do Ibirapuera, quando não
estou atrazado, gosto de entrar no Parque e sentir a energia para
depois seguir caminho pela Avenida Brasil. Em linha reta chego na
Avenida Sumaré, que tem uma ciclovia, mal sinalizada, onde os menos
desavisados não saberão que é uma ciclovia, a não ser por
pequenas placas em alguns cruzamentos, algumas bikes são
encontradas, mas na maioria são pessoas, correndo, andado ou levando
os cachorros para passear, acredito que este descaso é a falta de
educação da sociedade em relação as bicicletas.
Chegando
no fim da ciclovia que dá na frente de uma árvore sem mais nem
menos, simplesmente acaba. Continuo na rua, em um pequeno trecho para
motos, sem perder o fôlego sigo até chegar na Avenida Antartica,
passando por baixo do viaduto vou enfrente até a Barra Funda,
estação do metrô, para logo atravessar a Avenida Pacaembu e me
dirigir pela Rua Barra Funda que me leva até a Alamenda Glete,
pedalo, pedalo sem perder o rítmo, e se eu der sorte os faróis
estarão sincronizados, atravessarei sem parar pela Avenida Rio
Branco e assim chego no SESC Bom Retiro.
A
sorte esteve do meu lado não pelos faróis e sim por pedalar em uma
mega cidade do caos.
Enfim
chego ao SESC e vou até o estacionamento, deixando a magrela
pendurada, pois é hora de ir até a lanchonete e comer um belo
sanduiche de queijo e abobrinha marinada, porque ninguém é de
ferro, tenho que repor as energias gastas neste trajeto. Neste ensejo
aproveito para escrever um pouco sobre as peripécias na cidade de
São Paulo.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Do Jd. São Bento até a Vila Mariana
A
sexta-feira anunciava um bom dia para pedalar, então esperei para
depois do almoço, quando a temperatura cai e fica melhor para
pedala, onde diminue a quantidade de carros e por consequencia o
estresse que uma cidade como a de São Paulo causa, podendo fugir
dos aglomerados de carros eu fujo. Mas logo me encontro na Avenida Bráz Leme que sem perceber cruzo o Rio Tiête, que na mesma velocidade chego no começo da
Avenida Angélica que me leva para a Avenida Paulista, que em uma
reta logo estou na Vila Mariana.
Mas tenho que registrar, estava um caos a Avenida Paulista por causa da manifestação dos professores, vi uma pessoal xingando um guarda de transito, um "marronzinho", ele me olhou e disse que não era da manifestação. Fica o registro.
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