Gosto
de cruzar a cidade de São Paulo, fazer caminhos alternativos e
quando posso, me livro do transito carregado, evitando o horário de
pico. Aproveito para conhecer pelo caminho suas particularidades,
vejo a cidade em um eterno transformar, acabo sendo uma testemunho
destas mudanças, tanto no plano emocional das pessoas que vão se
adequando em relação as bicicletas tanto no plano físico, com mais
ciclovias, ciclofaixas e placas sinalizando as ciclos rotas.
Não
que este caminho que eu fiz, da região da São Judas até o Bom
Retiro seja diferente, estou acostumado em ir tanto para um bairro
quanto para o outro, a diferença é que eu não tinha feito os dois
percursos simultaneamente.
Gosto
destes desafios, novos caminhos e consequentemente aumentar o
precurso, melhorando o meu condicionamento físico, me preparando
para percursos mais extensos com menos cansaço.
Na
região da São Judas, eu desço a Avenida Indianópolis que emenda
na República do Líbano, ao lado do Parque do Ibirapuera, quando não
estou atrazado, gosto de entrar no Parque e sentir a energia para
depois seguir caminho pela Avenida Brasil. Em linha reta chego na
Avenida Sumaré, que tem uma ciclovia, mal sinalizada, onde os menos
desavisados não saberão que é uma ciclovia, a não ser por
pequenas placas em alguns cruzamentos, algumas bikes são
encontradas, mas na maioria são pessoas, correndo, andado ou levando
os cachorros para passear, acredito que este descaso é a falta de
educação da sociedade em relação as bicicletas.
Chegando
no fim da ciclovia que dá na frente de uma árvore sem mais nem
menos, simplesmente acaba. Continuo na rua, em um pequeno trecho para
motos, sem perder o fôlego sigo até chegar na Avenida Antartica,
passando por baixo do viaduto vou enfrente até a Barra Funda,
estação do metrô, para logo atravessar a Avenida Pacaembu e me
dirigir pela Rua Barra Funda que me leva até a Alamenda Glete,
pedalo, pedalo sem perder o rítmo, e se eu der sorte os faróis
estarão sincronizados, atravessarei sem parar pela Avenida Rio
Branco e assim chego no SESC Bom Retiro.
A
sorte esteve do meu lado não pelos faróis e sim por pedalar em uma
mega cidade do caos.
Enfim
chego ao SESC e vou até o estacionamento, deixando a magrela
pendurada, pois é hora de ir até a lanchonete e comer um belo
sanduiche de queijo e abobrinha marinada, porque ninguém é de
ferro, tenho que repor as energias gastas neste trajeto. Neste ensejo
aproveito para escrever um pouco sobre as peripécias na cidade de
São Paulo.
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