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terça-feira, 16 de abril de 2013

São Judas até o Bom Retiro


Gosto de cruzar a cidade de São Paulo, fazer caminhos alternativos e quando posso, me livro do transito carregado, evitando o horário de pico. Aproveito para conhecer pelo caminho suas particularidades, vejo a cidade em um eterno transformar, acabo sendo uma testemunho destas mudanças, tanto no plano emocional das pessoas que vão se adequando em relação as bicicletas tanto no plano físico, com mais ciclovias, ciclofaixas e placas sinalizando as ciclos rotas.

Não que este caminho que eu fiz, da região da São Judas até o Bom Retiro seja diferente, estou acostumado em ir tanto para um bairro quanto para o outro, a diferença é que eu não tinha feito os dois percursos simultaneamente.

Gosto destes desafios, novos caminhos e consequentemente aumentar o precurso, melhorando o meu condicionamento físico, me preparando para percursos mais extensos com menos cansaço.

Na região da São Judas, eu desço a Avenida Indianópolis que emenda na República do Líbano, ao lado do Parque do Ibirapuera, quando não estou atrazado, gosto de entrar no Parque e sentir a energia para depois seguir caminho pela Avenida Brasil. Em linha reta chego na Avenida Sumaré, que tem uma ciclovia, mal sinalizada, onde os menos desavisados não saberão que é uma ciclovia, a não ser por pequenas placas em alguns cruzamentos, algumas bikes são encontradas, mas na maioria são pessoas, correndo, andado ou levando os cachorros para passear, acredito que este descaso é a falta de educação da sociedade em relação as bicicletas.

Chegando no fim da ciclovia que dá na frente de uma árvore sem mais nem menos, simplesmente acaba. Continuo na rua, em um pequeno trecho para motos, sem perder o fôlego sigo até chegar na Avenida Antartica, passando por baixo do viaduto vou enfrente até a Barra Funda, estação do metrô, para logo atravessar a Avenida Pacaembu e me dirigir pela Rua Barra Funda que me leva até a Alamenda Glete, pedalo, pedalo sem perder o rítmo, e se eu der sorte os faróis estarão sincronizados, atravessarei sem parar pela Avenida Rio Branco e assim chego no SESC Bom Retiro.

A sorte esteve do meu lado não pelos faróis e sim por pedalar em uma mega cidade do caos.

Enfim chego ao SESC e vou até o estacionamento, deixando a magrela pendurada, pois é hora de ir até a lanchonete e comer um belo sanduiche de queijo e abobrinha marinada, porque ninguém é de ferro, tenho que repor as energias gastas neste trajeto. Neste ensejo aproveito para escrever um pouco sobre as peripécias na cidade de São Paulo.


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